Lampejo: Ascenda o seu.

Sou um sonhador

Desde aquela Heloísa, na primeira série, passei a buscar amores. Influenciado pelos filmes, talvez; ou pelos mais velhos, que se aventuravam em constantes relacionamentos fugazes. Passei a buscar alguém para se gostar, já que naquela época eu não conhecia o Amor. E foram tantos os dias que foram como aquela música do Lulu, "a menina mais bonita também era a mais rica, e me fazia de escravo pro seu bel-prazer." Talvez eu deveria culpar meu signo, por ser tão aficcionado em relacionamentos; por ser assim, tão imaginativo e disperso. Li num dos livros de Augusto Cury que o cérebro humano é tão bem feito, que até quando não temos um problema, nós criamos um, só para que tenhamos algo para nos desafiar. Interessante, não é? Pois é, também acho. Certo, mas aonde pretendo chegar com essa precária introdução, o hipotético leitor me pergunta. Sabe, nunca fui bom com início de textos, prefiro o desenvolvimento, e a conclusão sai mais ou menos. Pensando melhor, esta última frase resume bem meus quase-relacionamentos: não sei como começá-los, ou nunca sei como começar bem, pelo menos.

Estive pensando e refletindo por um bom tempo já, eu diria que cerca de uns dois meses, sobre namorar. Meu professor de metodologia me mataria agora, mas sou assim, oras: trocando em miúdos, acho que namorar deveria ser sinônimo de aprender com o outro, e nada mais. Digo que meu professor me mataria , pois ele sempre nos diz que devemos falar do todo primeiro, e depois falarmos da parte que nós queremos. Pois é, acabei de quebrar seu paradigma.

Li um livro um tempo atrás, onde falava-se de um planeta onde não havia casamento, por conseguinte, não havia maridos ou esposas, namorados e namoradas. Todos se amavam, e todos eram felizes assim. Ninguém era de ninguém. Não havia ciúmes, não havia rancores. Estavam em eterno namoro. Muitas pessoas que leram esse livro, principalmente adultos, chegaram a duvidar que isso existia. Mas como Jesus costumava me dizer desde os quatorze anos de idade, "tudo que imaginas já existe", não duvido que isso um dia seja possível.

Daí em diante, comecei a refletir sobre os relacionamentos do mundo. Me imaginei namorando alguém no modelo que vejo todos os dias. Eu, um rapaz bem-sucedido no emprego, ela uma moça bonita que trabalha em alguma firma multinacional, super bem posicionada na companhia. Eu, nunca tenho tempo de vê-la durante a semana, só aos sábados e domingos. Aliás, apenas alguns sábados, já que ela deve trabalhar algum deles também, os turnos da empresa são malucos. Aos domingos nos vemos, nos beijamos, nos abraçamos; vamos a algum cinema, assistimos a um filme nacional novo, o comentamos enquanto vamos nos sentar na guia da calçada, próximo ao ponto de ônibus. Sim, ainda não tenho carro, uso o da empresa nos dias de semana (o ganhamos da mão do presidente, graças ao nosso trabalho bem-feito durante um ano inteiro.)

Eu digo que a amo, ela me diz o mesmo. Voltamos para casa, um dia estamos bem entretidos um com ou outro, e uma beijo leva a outro, e num segundo estou debaixo de seus edredons, e então fazemos o tão famoso "amor". E o "namoro" então sucede dessa forma nos próximos seis anos. Caímos na rotina, desistimos um do outro, e fim. Sim, eu consigo ser melodramático quando quero. Pensando nessa rotina de "namoro" que senti a urgência de escrever sobre, e aliviar a mente, visto que eu não falo, apenas escrevo.

Esse tipo de "namoro", o mais frequente hoje em dia, eu não quero... Depois de tanto que li, que ouvi, e que vi, sobre a realidade (e não me refiro à esta vida), não creio que namorar seja composto desses ingredientes puramente físicos. Afinal, eu poderia me arriscar aqui e dizer que o beijo foi convencionado para que parecesse algo estritamente amoroso; "Só se beija na boca quem namora. Todo mundo de acordo?", "Sim, senhor!". Há quem acredite que namorar é uma porta que se abre quando se quer beijar na boca e fazer "aquilo". Inutilidade. 

Digo mais, e não me arrisco demais ao desejar isto: quando um dia eu ficar com aquela que amo, não quero dela o melhor dos beijos, nem o melhor dos sexos, nem o melhor dos instantes; quero que ela me ensine o que ela sabe. E quero fazer o mesmo a ela. Quero trocar experiências novas, não quero repetir "experiências". Não caiamos na rotina. Quero dela a Verdade que tanto busco. Quero ser a Verdade que ela busca, ou pelo menos a ferramente para que ela A encontre.

Meu Amor um dia me perguntara se eu vivia de poesia, se era possível viver de poesia todos os dias. Eu digo que a história do Eduardo e da Mônica é tão real quanto quem escreve este texto sem sentido, ou quem lê estas frases sem mérito algum.

Agradeço ao Pai por ter me dado a chance de Sonhar.

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Um Universo inteiro em uma semente de mostarda

Depois que você lê livros como Operação Cavalo de Tróia, você reprograma sua realidade, e descobre que tudo ao seu redor tem algum detalhe faltando. Mais tarde, você descobre outros livros como Eram os Deuses Astronautas?, e percebe comumente que seu passado e as coisas que você não aprendeu na escola e procurou na internet, não estão cem por cento corretas (arriscaria dizer que estão SEM por cento algum.) Daí, você lê Rebelião de Lúcifer para descobrir o que aconteceu, e percebe que tem muita coisa errada na sua vida, percebe também que nada que te disseram até então é a Verdade, com maiúscula. Depois de ler tanto esses poucos livros, te propõem uma discussão sobre a vida, o que é este lugar no mundo que você tanto busca, te fazem as perguntas erradas, e  esperem que você as responda com calma e disciplina. Depois, te apontam os dedos e "gritam baixo" que você é louco! Um tremendo de um bitolado! Um nerd sem causa, um perdido no mundo, um narrador petulante, um sem-futuro!

Anos depois, você assiste a um filme intitulado Matrix. E você reflete bastante, mas pouco entende, pois há coisas ali que desafiam demais sua mente humana. Você assiste às sequências deste, e continua sem entender cem por cento. Porém, a informação de todos os três filmes está armazenado no seu cérebro. Isso que realmente importa. Como dizem por aí, e não duvido mesmo, Deus escreve certo por linhas tortas. Um tempo passa, e você assiste a outro filme, Waking Life, e descobre que a vida não passa de um sonho. Vamos quebrando, ou somos desafiados a quebrar, paradigmas a todo momento. E segundo a Wikipedia do Brasil, "paradigma" é (do grego parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido.


Todos vivemos num imenso paradigma, criado por "eles", como Mel Gibson repete tantas vezes no filme Teoria da Conspiração. "Eles" criaram um sistema semi-perfeito, e fizeram-no crer que tudo é e deve ser do jeito que aí está pois assim era para ser. Falei difícil agora? Apenas releia, e leia de novo. Não se canse de ler. "Eles" não querem que você leia, por isso não pagam bem os professores, função esta que devia ser a mais valorizada, visto que sem eles não haveria nenhum outro profissional. Enfim, se os professores não recebem o que merecem, eles devolvem o pagamento com a mesma moeda, e então, deixam de ensinar o que seria básico às crianças e aos jovens: PENSAR.


Inconscientes estão alimentando o sistema de ignorância. Tudo conforme planejado; estão movendo as peças com calma, como num jogo de xadrez. E os poucos que percebem tamanha manipulação, e depois de lerem e ouvirem histórias, de terem visto anjos e naves nos céus às sete horas da noite, saem por aí amontoando pessoas em garagens, em avenidas, em estádios de futebol, em shows estupendos, para lhes informar da tamanha ILUSÃO que elas vivem. Sua índole é muito boa, seus ideais são magníficos, porém se expõem demais aos OLHOS "deles"... E tudo que conquistaram vai por água abaixo, no momento que a bala atinge um capacete amarelo, e atravessa-o, há trezentos quilômetros por hora em uma curva. Dentro de pouco tempo torna-se apenas memória dos mais velhos, e os filhos destes nunca sequer irão reconhecer quem foi aquele ser humilde; não ser humano.


Embora pareça ainda que tudo fora um grande engano, um erro talvez do Universo, o Pai Azul nunca erra, pois é perfeito. E dito isso, não há margem de erro algum. Tudo, seja bom ou mal, era para acontecer assim, para que servisse de exemplo para outros, e que estes, por sua vez, criassem e se fundamentassem nestas memórias. Jesus costumava dizer a Verdade indiretamente. Mesmo que aqueles simples cidadãos da época não A entendesse, ele continuava suas aulas cheias de parábolas. Serviu de exemplo. E foi mais um que serviu de base apenas para que outros se fundamentassem.


No fim, supondo que haja um, acredito que não podemos lutar contra o sistema de fora. Temos que começar a atuar nele por DENTRO. Temos que ser o que eles não esperam que sejamos. Temos que ser humildes, e não ser humanos. Nada sabemos, pois então, vamos treinar nossas massas cinzentas à pensar novamente. 


Paremos de seguir pessoas, estilos de vida, marcas ou carros. Não fujamos de nossa própria sombra, façamos as pazes com ela. Você pode criar a realidade que você quiser, pode ser um narrador, o coadjuvante, o heroi ou o vilão. Você pode cultuar o Sofrimento enquanto se esconde por trás da máscara do Amor. Você pode fingir ser o máximo, e quebrar a cara mais tarde. Você pode ser você mesmo e descobrir sua missão aqui em Iurancha, ou Terra, como preferir. 


Se quiser te auxilio com um exercício simples, para começar a treinar seu pensar: escolha uma PALAVRA e reflita sobre sua origem. De onde ela vem? Quando devo usá-la? Será que esta é a palavra que realmente devo usar nessa frase? Isto ajuda muito, pelo menos para começar. E verá que desde o mínimo e menos pensado "artefato" que você utiliza, foi premeditado, e mais importante: foi desenhado para você, para que jogasse neste grande JOGO; lógico que as regras são "deles".


Convido-os a ascenderem seu Lampejo hoje. Pois, a missão envolve espionagem, e espião tendem a saber demais. Saibam DEMAIS!


Meu nome é Víctor, e sou MUITOS!
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El Derecho al Delirio

Convido-os a seguirem suas utopias e delirarem um pouquinho com o Eduardo Galeano.

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar". Fernando Birri


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But what is good...

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